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Exportações de tabaco recuam e ranking dos principais destinos muda em 2026

Exportações de tabaco recuam e ranking dos principais destinos muda em 2026

As exportações brasileiras de tabaco e seus subprodutos manufaturados recuaram no acumulado de janeiro a julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que os embarques movimentaram US$ 1,32 bilhão nos primeiros sete meses deste ano. Em 2025, no mesmo período, o valor havia chegado a US$ 1,73 bilhão.

A diferença representa uma retração de 23,7%, ou cerca de US$ 411,1 milhões em valores exportados. O movimento também foi acompanhado por redução no volume embarcado, indicando um cenário de menor comercialização internacional do produto brasileiro.

Além da queda no valor total, os dados mostram uma mudança na composição dos principais mercados compradores. A Bélgica permanece na liderança, mas a Indonésia ganhou espaço e passou a ocupar a terceira posição, enquanto os Estados Unidos recuaram para o quarto lugar.

PRINCIPAL DESTINO
A Bélgica continua sendo o principal destino do tabaco brasileiro. Entre janeiro e julho de 2026, o país comprou US$ 328,1 milhões, correspondentes a 53,2 mil toneladas. No mesmo período de 2025, haviam sido US$ 409,2 milhões e 74,1 mil toneladas. Apesar da liderança, as vendas para o mercado belga recuaram 19,8% em valor e 28,3% em volume.

Na segunda colocação aparece a China, que também registrou forte retração. Os embarques brasileiros ao país somaram US$ 185,2 milhões, contra US$ 324,7 milhões no mesmo período de 2025. O resultado representa uma queda de aproximadamente 43% em valor. O volume passou de 33,4 mil para 23 mil toneladas, redução de 31,3%.

INDONÉSIA
A principal mudança entre os grandes compradores está na Indonésia. O país passou da quarta para a terceira posição no ranking dos destinos do tabaco brasileiro. As vendas para o mercado indonésio cresceram de US$ 142,1 milhões em 2025 para US$ 146,8 milhões em 2026, alta de 3,4%. O volume também aumentou, passando de 19,1 mil para 21 mil toneladas, crescimento de aproximadamente 9,7%. Com esse avanço, a Indonésia ultrapassou os Estados Unidos, que apresentaram uma das quedas mais significativas entre os principais mercados.

TARIFAÇO
Os Estados Unidos ocupavam a terceira posição entre os destinos do tabaco brasileiro nos primeiros sete meses de 2025. Em 2026, passaram para o quarto lugar. As exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 99,9 milhões entre janeiro e julho, ante US$ 157,8 milhões no mesmo período de 2025. A retração foi de 36,7% em valor. Em volume, os embarques caíram de 24,9 mil para 17,7 mil toneladas, redução de 28,9%.

MUDANÇAS
A alteração no ranking também pode ser observada entre outros mercados. O Paraguai, que estava na décima posição em 2025, subiu para a oitava colocação em 2026, embora tenha registrado queda no valor exportado, de US$ 37,6 milhões para US$ 28,7 milhões.

A Coreia do Sul aparece em nono lugar, com US$ 27,4 milhões, enquanto a Argentina ocupa a décima posição, com US$ 26,9 milhões. A Argentina praticamente manteve o valor exportado, que havia sido de US$ 25,9 milhões em 2025.

Outro movimento relevante é o da Polônia, que passou de US$ 20,1 milhões para US$ 25,6 milhões, crescimento de aproximadamente 27,3%. Já a Tunísia avançou de US$ 12,5 milhões para US$ 19,2 milhões.

Entre os principais destinos, entretanto, predomina a retração. A Turquia, por exemplo, reduziu as compras de US$ 75,8 milhões para US$ 46,3 milhões, enquanto os Emirados Árabes Unidos passaram de US$ 60,7 milhões para US$ 44,9 milhões.

Fonte e foto: Olá Jornal 

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