A comercialização da safra 2025/2026 de tabaco segue em fase de conclusão na Região Sul do Brasil. Levantamento da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), atualizado até 1º de agosto, mostra que 97,5% da produção já foi negociada entre os três estados produtores. O índice representa um avanço de 11,4 pontos percentuais em relação ao fim de junho, quando a comercialização alcançava 86,10%.
Apesar da evolução nas vendas ao longo de julho, o ritmo ainda é inferior ao registrado no mesmo período da safra passada. Em 1º de agosto de 2025, 100% da produção da Região Sul já havia sido comercializada. Neste ano, restam 2,5% da safra para negociação, concentrados principalmente no Rio Grande do Sul.
O estado gaúcho registra o menor percentual de comercialização entre os estados produtores, com 95,2% da safra negociada. Isso significa que ainda há 4,8% da produção aguardando venda. Santa Catarina lidera o processo, com 99,2% da safra comercializada, seguida pelo Paraná, com 99,1%.
Considerando apenas a variedade Virgínia, principal tipo cultivado no Sul do país, a comercialização atinge 97,2%. Já as variedades Burley e Comum tiveram 100% da produção negociada.
Na microrregião de Venâncio Aires, formada por 40 municípios e uma das principais áreas produtoras de tabaco do país, a comercialização alcança 97,4%. O percentual está praticamente alinhado à média regional e indica que apenas uma pequena parcela da produção permanece nas propriedades rurais.
A evolução das vendas ao longo de julho ocorreu após um primeiro semestre marcado por negociações mais lentas. Até o fim de junho, a Região Sul havia comercializado 86,10% da safra, percentual que exigiu uma aceleração nas compras por parte das empresas nas semanas seguintes. Ainda assim, o mercado não repetiu o desempenho da safra anterior, quando toda a produção já havia sido absorvida pela indústria no início de agosto.
O levantamento da Afubra reforça que o encerramento da comercialização está concentrado principalmente no Rio Grande do Sul, estado que tradicionalmente possui calendário de colheita mais tardio e maior volume de tabaco disponível nas propriedades.
Fonte e foto: Olá Jornal