As exportações de tabaco do Rio Grande do Sul somaram US$ 906,1 milhões entre janeiro e junho de 2026, mantendo o produto entre os principais itens da pauta exportadora gaúcha. No período, o setor respondeu por cerca de 10,2% de todos os embarques internacionais realizados pelo Estado, que totalizaram aproximadamente US$ 8,9 bilhões no semestre.
Apesar da relevância econômica, o desempenho do tabaco apresentou retração em comparação ao mesmo período de 2025. No primeiro semestre do ano passado, as exportações do produto haviam alcançado US$ 1,22 bilhão. A queda foi de 25,8% em valor negociado, reflexo de um cenário internacional mais desafiador e de ajustes no fluxo de embarques para mercados compradores.
A mudança também alterou o posicionamento do tabaco no ranking estadual das exportações. Em 2025, o produto liderava a pauta exportadora gaúcha. Já em 2026, passou a ocupar a segunda colocação, ficando atrás do grupo formado por sementes e frutos oleaginosos, em especial a soja, que movimentou US$ 1,15 bilhão no primeiro semestre.
Mesmo com a redução nas vendas externas, o tabaco segue como um dos pilares do comércio internacional do Rio Grande do Sul. O segmento superou importantes cadeias produtivas da economia gaúcha, como resíduos e desperdícios das indústrias alimentares (US$ 707,8 milhões), cereais (US$ 679,5 milhões) e carnes e miudezas comestíveis (US$ 672 milhões).
Outro indicador que demonstra o peso da cadeia produtiva é o volume embarcado. Entre janeiro e junho deste ano, foram exportadas 151 mil toneladas de tabaco e produtos derivados, consolidando o Estado como principal polo exportador brasileiro do setor.
TOP10
Além do tabaco, a pauta exportadora gaúcha no primeiro semestre de 2026 foi marcada pela forte presença do agronegócio e da indústria. Os dez principais produtos exportados pelo Rio Grande do Sul foram sementes e frutos oleaginosos (US$ 1,15 bilhão), tabaco (US$ 906,1 milhões), resíduos e desperdícios das indústrias alimentares (US$ 707,8 milhões), cereais (US$ 679,5 milhões), carnes e miudezas comestíveis (US$ 672 milhões), veículos automóveis e autopeças (US$ 580,4 milhões), máquinas e equipamentos mecânicos (US$ 501,5 milhões), pastas de madeira e celulose (US$ 411,8 milhões), plásticos e suas obras (US$ 405,8 milhões) e gorduras e óleos animais ou vegetais (US$ 297,8 milhões).
DESTINOS
Entre os principais destinos das exportações gaúchas no primeiro semestre de 2026, a China manteve ampla liderança, com compras que somaram US$ 1,62 bilhão. Na sequência aparecem Estados Unidos (US$ 750 milhões), Argentina (US$ 658,7 milhões), Bélgica (US$ 294,3 milhões), Indonésia (US$ 284,7 milhões), Índia (US$ 282,5 milhões), Vietnã (US$ 267,8 milhões), Uruguai (US$ 261,9 milhões), Turquia (US$ 258,6 milhões) e Paraguai (US$ 245 milhões).
Fonte e foto: Olá Jornal