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Exportações em risco: Nova taxação americana ameaça competitividade do tabaco gaúcho

Publicada em: 17/07/2026 18:27 -

A decisão do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma sobretaxa sobre produtos brasileiros acendeu um alerta vermelho no Rio Grande do Sul. Segundo uma Nota Técnica elaborada em 16 de julho de 2026 pela Assessoria Econômica da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), o estado será desproporcionalmente afetado pela medida, e o setor fumageiro encontra-se no centro deste desafio econômico.

A ação final da investigação, conduzida sob a Section 301 do Trade Act de 1974, estabelece uma sobretaxa adicional de 25% com vigência a partir de 22 de julho de 2026. Embora o governo norte-americano tenha divulgado uma lista de exceções, produtos de elevada importância para o estado, como o fumo, permaneceram afetados pela nova barreira tarifária.

O impacto para o Rio Grande do Sul é expressivo: 70,4% das exportações do agronegócio gaúcho aos Estados Unidos estão enquadradas na medida (o equivalente a uma exposição de US$ 541 milhões), gerando um impacto tarifário potencial de US$ 135 milhões apenas para o agro do estado. Em comparação, a exposição média do agronegócio no Brasil como um todo é de apenas 32,7%.

A Participação do Tabaco no Impacto Projetado

O levantamento revela uma forte concentração de risco na pauta exportadora local. O setor de fumo e seus produtos responde, sozinho, por cerca de um terço de toda a exposição e do impacto financeiro projetado para o agronegócio do Rio Grande do Sul. Dos US$ 135 milhões calculados como impacto tarifário potencial para todo o agronegócio gaúcho, apenas as duas principais variedades de tabaco já somam US$ 42 milhões (ou seja, mais de 31% de todo o impacto estadual no setor).

A entidade esclarece, no entanto, que este impacto projetado não equivale automaticamente a uma perda direta imediata na mesma proporção. Na prática, o setor fumageiro poderá sofrer consequências que podem se materializar como a compressão das margens de lucro, renegociação e repasse de preços, redução do volume exportado, desvio de comércio ou a perda de participação no mercado americano.

Além do tabaco, outros produtos sensíveis à economia do estado também foram fortemente afetados, incluindo a madeira, calçados de couro e o sebo bovino. Com a implementação aduaneira prestes a entrar em vigor, o setor agropecuário gaúcho terá o desafio de monitorar e se adaptar aos efeitos desta nova e pesada barreira comercial.

Fonte e imagem: Olá Jornal 

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