A comercialização da safra de tabaco 2025/2026 na Região Sul do Brasil segue avançando, mas em um ritmo significativamente mais lento do que o registrado no ciclo anterior. Levantamento fechado em 26 de junho pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), aponta que 86,1% da produção total já foi negociada nos três estados produtores, percentual inferior aos 97,5% verificados no mesmo período da safra passada.
Os números demonstram que ainda há um volume expressivo de tabaco nas propriedades rurais ou em processo de negociação, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor da região. O cenário reflete uma dinâmica mais cautelosa de comercialização por parte dos produtores e das empresas do setor ao longo desta safra.
O Rio Grande do Sul apresenta o maior atraso nas vendas, com 72,9% da produção comercializada até o momento. O desempenho é influenciado principalmente pela variedade Virgínia, responsável pela maior parte do tabaco cultivado no estado e que registra índice de comercialização de 68,7%. Por outro lado, as variedades Burley e Comum já estão praticamente esgotadas nas propriedades gaúchas, com 99,8% e 99,4% da produção negociada, respectivamente.
Enquanto isso, Santa Catarina e Paraná estão próximos de encerrar o ciclo de comercialização. Os catarinenses lideram o ranking regional com 95,3% da safra vendida. No estado, as variedades Burley e Comum já atingiram 100% de comercialização, enquanto o Virgínia alcança 94,9%. No Paraná, o percentual geral chega a 96,2%, com índices de 96% para o Virgínia e 99% para Burley e Comum.
No recorte por variedade, o tabaco Virgínia é o principal responsável pelo ritmo mais lento observado na safra atual. Em toda a Região Sul, a comercialização do produto alcança 84,4%, evidenciando que ainda há um volume relevante em negociação, concentrado principalmente no mercado gaúcho. Já as variedades Burley e Comum praticamente encerraram o ciclo, com médias regionais de 99,7% e 99,3%, respectivamente.
Fonte e foto: Olá Jornal