A comercialização da safra de tabaco 2025/2026 avança em ritmo mais lento do que no ciclo anterior e deve resultar em um calendário mais longo de vendas. A avaliação é do presidente da Afubra, Marcílio Drescher, que aponta atraso no percentual já negociado em comparação ao mesmo período do ano passado.
Atualmente, a média de comercialização do tabaco tipo Virgínia está em torno de 30%, enquanto na safra anterior o índice já alcançava aproximadamente 43%. No Rio Grande do Sul, o percentual é de cerca de 18%, contra 39% em Santa Catarina e 37% no Paraná. “Nós temos neste momento um pequeno atraso com relação à safra anterior, por diversos motivos”, afirmou Drescher.
Segundo o dirigente, fatores como o clima, que atrasou a colheita, e o aumento da oferta ajudam a explicar a desaceleração. Além disso, há uma postura mais cautelosa por parte dos produtores. “Há uma expectativa, uma espera por parte do produtor em vender o seu produto”, destacou.
Com o ritmo mais lento, a tendência é que a comercialização se estenda além do período tradicional. Em anos considerados normais, o processo costuma se encerrar até julho, mas neste ciclo pode avançar. “Podemos imaginar que algumas empresas terão tabaco a comprar até meados de agosto”, projetou o presidente da Afubra.
Fonte e foto: Olá Jornal