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Comercialização da safra de tabaco 2025/2026 avança abaixo do ritmo do ano passado

Publicada em: 26/03/2026 10:31 -

A comercialização da safra de tabaco 2025/2026 segue em ritmo mais lento em comparação ao ciclo anterior nos principais estados produtores do Sul do Brasil. Dados divulgados pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), contabilizados até o dia 21 de março, apontam que no Rio Grande do Sul apenas 15,8% da produção foi comercializada.

Na região Sul, que engloba Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o percentual alcança 18,6%. Já na microrregião de Venâncio Aires, que reúne mais de 50 municípios e é considerada uma das principais áreas produtoras do país, o índice é ainda menor: 14,8%.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, os números indicam retração no ritmo de vendas. Em março de 2025, o Rio Grande do Sul já havia comercializado 17% da safra, enquanto a média da região Sul brasileira era de 20,7%.

QUEDA NA SAFRA
Além do desempenho mais lento na comercialização, a atual safra também deve registrar redução na produtividade. Ainda em novembro do ano passado, a Afubra projetava queda na produção de tabaco nos três estados do Sul.

Para o tabaco do tipo Virgínia, a estimativa é de produção superior a 619 mil toneladas, o que representa uma redução de 4,35% em relação à safra anterior. Já o tipo Burley deve alcançar 54.979 toneladas, com queda ainda mais acentuada, de 7,80%.

No total, a área plantada nos três estados teve leve retração de 0,34%, totalizando 308.943 hectares. A cadeia produtiva do tabaco segue com forte impacto social, envolvendo 135.985 famílias produtoras na região.

MENOR PRODUTIVIDADE
Em Venâncio Aires, um dos principais polos produtores do país, a safra também deve apresentar desempenho inferior. Segundo a Emater/Ascar, a produtividade média deve ficar abaixo do registrado no ciclo anterior.

De acordo com o chefe do escritório municipal da entidade, o engenheiro agrônomo Vicente Fin, o resultado está diretamente ligado às condições climáticas irregulares ao longo do desenvolvimento da cultura.

A área cultivada no município deve se manter próxima de 8,4 mil hectares, em linha com os últimos anos. No entanto, a produtividade média projetada é de cerca de 2,2 toneladas por hectare, inferior às 2,38 toneladas por hectare obtidas na safra passada.

O cenário reforça a preocupação do setor com os efeitos do clima sobre a produção e com o ritmo mais lento de comercialização, fatores que podem impactar a renda dos produtores ao longo do ciclo.

Fonte e foto: Olá Jornal 

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