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Com impacto de tarifas, vendas de tabaco do Brasil aos EUA recuam 23% em 2025

Publicada em: 24/01/2026 11:38 -

As vendas brasileiras de tabaco e seus sucedâneos manufaturados para os Estados Unidos recuaram cerca de 23% em 2025, impactadas pela imposição de tarifas extras pelo governo norte-americano. O produto ficou de fora da lista de exceções divulgada por Washington, mesmo após negociações bilaterais, o que reduziu a competitividade do tabaco brasileiro no mercado dos EUA.

Em 2025, as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 195,3 milhões, com embarques de 35,2 mil toneladas. No ano anterior, em 2024, o Brasil havia exportado US$ 255,0 milhões e 39,8 mil toneladas ao mercado norte-americano, evidenciando queda tanto em valor quanto em volume.

Enquanto as vendas aos EUA recuaram, outros mercados ampliaram significativamente suas compras de tabaco brasileiro. A Bélgica manteve-se como principal destino do produto e registrou crescimento de cerca de 15% em valor, passando de US$ 638,5 milhões em 2024 para US$ 733,4 milhões em 2025, com forte avanço também no volume exportado. A Indonésia foi um dos destaques, com as compras mais do que dobrando no período, saltando de US$ 139,2 milhões para US$ 280,4 milhões.

Os Emirados Árabes Unidos ampliaram as importações em aproximadamente 54%, alcançando US$ 139,4 milhões em 2025, enquanto a Turquia apresentou uma das maiores variações percentuais, com crescimento superior a 100% em valor, passando de US$ 57,3 milhões para US$ 123,1 milhões. O Vietnã também expandiu as compras, com alta próxima de 9% em relação a 2024.

A China, por sua vez, manteve-se entre os principais destinos, mas apresentou leve recuo, com as exportações passando de US$ 584,7 milhões para US$ 576,6 milhões. Já o Paraguai reduziu as compras em torno de 14%, enquanto novos mercados ganharam relevância em 2025, como Polônia e Coreia do Sul, que passaram a figurar entre os dez maiores destinos do tabaco brasileiro.

Os dados indicam que, apesar do impacto negativo das tarifas norte-americanas, o Brasil conseguiu redirecionar parte das exportações para outros mercados, especialmente na Europa, Ásia e Oriente Médio. Ainda assim, representantes do setor avaliam que a exclusão do tabaco da lista de exceções dos EUA segue como um fator de pressão sobre o desempenho do produto, sobretudo em regiões produtoras do Sul do país.

Fonte e foto: Olá Jornal 

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