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Setor do tabaco deve liderar ganhos da indústria gaúcha com acordo Mercosul–União Europeia, aponta FIERGS

Publicada em: 20/01/2026 11:36 -

O acordo de parceria entre o Mercosul e a União Europeia, assinado neste sábado (17), no Paraguai, deve trazer impactos relevantes para a indústria do Rio Grande do Sul, com destaque para o setor do tabaco, que desponta como o principal beneficiado entre os segmentos industriais do Estado. A avaliação é do Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), que considera o tratado um marco estratégico para a ampliação do comércio exterior e da inserção internacional da indústria gaúcha.

Segundo estimativas da Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS, as exportações industriais do RS para a União Europeia poderão crescer cerca de US$ 801,3 milhões ao longo dos próximos 15 anos. Desse total, o setor do tabaco responde sozinho por uma expansão estimada de US$ 410,5 milhões, o que representa mais da metade do aumento projetado para a Indústria de Transformação gaúcha.

Além do tabaco, outros segmentos industriais também devem ser beneficiados com a abertura gradual do mercado europeu, como produtos químicos (US$ 138,3 milhões), couro e calçados (US$ 84,3 milhões), alimentos (US$ 63,8 milhões) e celulose e papel (US$ 7,4 milhões). No entanto, a liderança do tabaco reforça o papel histórico do setor na pauta exportadora gaúcha e sua relevância para o equilíbrio da balança comercial estadual.

Para o presidente da Fiergs, Cláudio Bier, a concretização do acordo, após mais de 25 anos de negociações, representa um passo decisivo para o fortalecimento da economia regional. “O crescimento das exportações deve estimular investimentos, parcerias internacionais e joint ventures, consolidando a inserção estratégica do Brasil e do Rio Grande do Sul nas cadeias globais de valor”, destaca.

Os efeitos positivos também se refletem no mercado de trabalho e na economia como um todo. A FIERGS estima que o aumento sustentado das vendas industriais poderá resultar na geração de cerca de 31 mil novos empregos formais na Indústria de Transformação gaúcha ao longo de 15 anos. No plano macroeconômico, o impacto agregado do acordo pode elevar o PIB do Rio Grande do Sul em aproximadamente 4,6%, o equivalente a R$ 31 bilhões no período.

Fonte e foto: Assessoria de Imprensa Fiergs / Olá Jornal

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