Offline

DOM FELICIANO- RS

RÁDIO IMIGRANTES

RÁDIO IMIGRANTESRÁDIO IMIGRANTESRÁDIO IMIGRANTESnovo ri

Representantes do setor do tabaco buscam diálogo com autoridades antes da COP11

Representantes do setor do tabaco buscam diálogo com autoridades antes da COP11

O vice-presidente da Afubra e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider, participou no dia 08 de uma agenda oficial com o embaixador do Brasil em Genebra, Tovar da Silva Nunes. O encontro teve como foco a 11ª edição da Conferência das Partes (COP11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, marcada para novembro, na Suíça.

Durante a reunião, Schneider destacou a importância de manter o diálogo com o embaixador brasileiro, que liderará a comitiva nacional na COP11. Segundo ele, Tovar da Silva Nunes demonstrou estar bem informado sobre o tema e reconheceu a relevância socioeconômica da cadeia produtiva do tabaco no Brasil. O embaixador também agradeceu pelas informações atualizadas levadas pelas entidades do setor.

Contudo, Schneider voltou a criticar a exclusão dos representantes da cadeia produtiva do tabaco das discussões da Conferência. “Nossa maior preocupação é que os representantes do setor não podem nem sequer assistir às discussões. Isso configura um sistema ditatorial implantado pela Convenção, o que é inaceitável”, afirmou.

A restrição de participação direta nas decisões da COP é uma queixa antiga da Afubra, da Câmara Setorial e das entidades representativas dos produtores. Schneider ressaltou que, diferentemente de outras convenções da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Convenção-Quadro do Tabaco impede a presença de uma das partes mais afetadas pelas decisões: os produtores.

Segundo ele, a decisão sobre a composição da delegação brasileira e a possibilidade de participação do setor é tomada internamente no Brasil, pelos Ministérios das Relações Exteriores e da Saúde, com forte influência da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro (Conic).

Entre os temas que preocupam o setor para a COP11 estão as potenciais restrições à produção de tabaco, o avanço do mercado ilegal e a regulamentação dos dispositivos eletrônicos para fumar. “Esses dispositivos estão sendo apontados como tão prejudiciais quanto o cigarro tradicional, e é essencial que estudos sérios sobre esses produtos sejam levados à discussão”, enfatizou Schneider.

Atendendo a uma sugestão do embaixador, as entidades devem intensificar o diálogo com autoridades brasileiras nos próximos meses, buscando garantir maior espaço e tempo de fala nas discussões sobre o futuro da produção de tabaco no país.

Fonte: Olá Jornal 

Comentários

Comentário enviado com sucesso!
Carregando comentários...